ESG: O que é, Investimentos, Pilares e Impacto no Mercado

    Alex Vedan

    Atualizado em 29 jan. de 2026

    9 min.

    A sigla ESG (Ambiental, Social e Governança) ganhou um papel crucial no universo corporativo e já é considerada um diferencial competitivo essencial.

    Mas, afinal, o que está por trás dessa crescente adoção de ESG pelas empresas?

    É mais do que uma tendência: é uma necessidade para as empresas modernas que desejam manter sua relevância e competitividade.

    O estudo “A evolução do ESG no Brasil”, do Pacto Global Rede Brasil com a Stilingue, revela uma perspectiva interessante: dentre 190 organizações entrevistadas, 78,4% já incorporaram os princípios ESG na formulação de suas estratégias de negócio.

    Falamos de um nível crescente de conscientização sobre a importância de práticas sustentáveis e responsáveis, não apenas como uma “maquiagem” ética, mas como um fator crítico para o sucesso no mercado atual.

    Porém, nós sabemos: é um assunto complexo, um guarda-chuva de conceitos que, por vezes, pode confundir. Não se preocupe. Vamos desatar os nós e mostrar a você o que é, qual a importância e porque o seu negócio deve começar a implementar o ESG.

    Vamos lá? É só continuar a leitura!

    O que significa ESG e qual sua importância?

    ESG é a sigla para Environmental, Social, and Governance (traduzindo, Ambiental, Social e Governança). Trata-se de um índice que mede o nível de sustentabilidade corporativa de uma empresa a partir de 3 diferentes - mas relacionadas - diretrizes. 

    Os pilares são o seguinte:

    • Environmental (Ambiental): foco em práticas sustentáveis, reduzindo impactos ambientais negativos. Aqui, abordam-se questões como emissão de carbono, uso de recursos naturais e gestão de resíduos. É a espinha dorsal de um futuro sustentável.
    • Social: relaciona-se com o bem-estar dos funcionários, comunidades locais e cadeias de fornecedores. É sobre criar um ambiente de trabalho justo, promover diversidade e inclusão, e ter um impacto positivo na sociedade.
    • Governance (Governança): trata da estrutura e práticas de gestão da empresa. Inclui temas como ética nos negócios, transparência e responsabilidades da administração.
    3 Pilares do ESG: Ambiental, Social e Governança
    3 Pilares do ESG: Ambiental, Social e Governança

    Previna falhas antes delas acontecerem: agende uma demo!

    Empresas que investem em ESG, são consideradas maduras no quesito “sustentabilidade empresarial a longo prazo”.

    Aqui, falamos de uma sustentabilidade que vai além do lucro, mas abraça o propósito do negócio.

    Não por menos, 82% dos executivos brasileiros defendem que os CEOs devem liderar ativamente a agenda ESG no país, conforme pesquisa Panorama ESG no Brasil.

    É algo que sinaliza uma mudança notável na liderança corporativa, que prioriza a sustentabilidade e o impacto social como elementos-chave na estratégia corporativa.

    Origem do ESG: como e quando surgiu

    Que tal dar um passo atrás, até o ano de 2004? Foi quando o documento “Who Cares Wins”, criado pelo Pacto Global da ONU em parceria com o Banco Mundial, desafiou as 50 principais instituições financeiras do mundo a pensar diferente.

    O objetivo? Integrar fatores sociais, ambientais e de governança no mercado de capitais.

    Foi esse o marco inicial de uma era onde as empresas começaram a entender o poder de impactar positivamente a sociedade e o meio ambiente.

    A sigla ESG é mais do que três palavras, mas um convite ao pensamento e à ação.

    Conforme o estudo do Pacto Global Rede Brasil, esse é um processo de compreender os impactos, tanto negativos quanto positivos, que as empresas geram e tomar medidas conscientes sobre eles.

    Princípios do ESG

    Vamos explicar o que cada um dos pilares desse índice significam, veja só:

    Ambiental

    Neste pilar, as empresas concentram-se em práticas sustentáveis que minimizem o impacto negativo no meio ambiente, incluindo:

    • Gestão de Resíduos: implementar estratégias para reduzir, reutilizar e reciclar materiais.
    • Uso de Fontes Renováveis de Energia: esforços para migrar para energia limpa, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis.
    • Emissões de Carbono: estratégias para diminuir a pegada de carbono.

    No contexto industrial, se traduz em processos de produção mais eficientes e sustentáveis, além de contribuir para a construção de uma imagem corporativa responsável e um legado ambiental positivo.

    Social

    Esse pilar foca no bem-estar humano, englobando:

    • Saúde e Segurança dos Trabalhadores: garantir ambientes de trabalho seguros e saudáveis.
    • Diversidade e Inclusão: promover um local de trabalho diversificado e inclusivo.
    • Relações Comunitárias: engajamento ativo com a comunidade local.

    Na indústria, significa não apenas respeitar e cuidar de sua força de trabalho, mas também construir uma relação sólida e positiva com o ambiente ao seu redor.

    Governança

    A Governança se refere à condução ética e eficaz da organização, o que inclui:

    • Transparência: comunicação clara e honesta com stakeholders.
    • Ética Empresarial: manter práticas comerciais justas e éticas.
    • Responsabilidade Corporativa: tomada de decisão responsável e alinhada com os interesses de todos os stakeholders.

    Na prática, uma boa governança se manifesta em gestões transparentes, que promovem a confiança e sustentam o crescimento a longo prazo.

    Como o ESG Influencia as Decisões de Investimento?

    Agora, já ficou claro que o mundo dos investimentos está mudando, certo? Então saiba que o ESG está no centro desse movimento.

    Não é mais apenas sobre o quanto uma empresa ganha, mas como ela ganha.

    A agência Bloomberg trouxe um dado que faz qualquer tomador de decisão parar para pensar:

    Até 2025, a agenda Ambiental, Social e Governança deve atrair mais de US$53 trilhões em investimentos. Bastante coisa, concorda?

    E talvez você se pergunte: “por que essa avalanche de grana está correndo para o ESG?

    Bem, investidores e fundos estão mais espertos e perspicazes. Eles querem colocar seu dinheiro onde haja sustentabilidade, responsabilidade social e uma governança afiada.

    Mas eles sabem que esse é um jogo de longo prazo.

    De 2020 a 2022, o capital para fundos ESG triplicou - de US$ 29 bilhões para US$ 92 bilhões. E não são apenas fundos maiores, mas mais específicos, pulando de US$ 400 milhões para US$ 600 milhões em média, conforme apontou o Capital Monitor.

    E tem mais: uma pesquisa da Preqin mostrou que 29% dos investidores já rejeitaram negócios por causa de ESG, e 43% disseram que repetiriam essa decisão no futuro.

    Isso mostra que o ESG não é só um acessório bonito ou um diploma para se pendurar na parede do escritório.

    Pelo contrário, é um fator decisivo para atrair investimentos.

    Empresas com práticas sólidas dentro deste índice não só brilham mais aos olhos de quem investe, mas também constroem uma base sustentável e resiliente para o futuro.

    Falamos sobre construir uma história de sucesso escrita com responsabilidade e visão de futuro.

    Como são feitos os investimentos ESG

    Investimentos ESG não são algo passageiro, mas estratégias inteligentes que algumas empresas já estão adotando para se destacar no mercado.

    Atrair a atenção de fundos ou de investidores-anjo não é algo fácil. Mesmo com um business case sólido, é preciso entregar mais do que uma promessa.

    Nesse ponto, o Índice Ambiental, Social e Governança é essencial, pois coloca as organizações em destaque em outras frentes que não apenas sua atividade-fim.

    Mas como elas estão realmente fazendo isso?

    De acordo com o estudo Panorama ESG no Brasil, 61% das organizações estão aderindo à agenda ESG para fortalecer a reputação da marca no mercado.

    Faz sentido!

    Pense bem: uma marca forte e responsável é como um ímã para clientes e, claro, investidores.

    Além disso, 57% buscam ter um impacto positivo em questões socioambientais, enquanto 40% querem reduzir riscos do Índice - atrelados especialmente aos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) definidos pela ONU.

    Lembra daquele ponto que mencionamos anteriormente? Esse é um movimento que vai além do lucro e busca um equilíbrio entre sucesso comercial e responsabilidade social.

    Para as empresas brasileiras, os benefícios são claros: 61% veem um aumento na inovação e criatividade, 57% fortalecem o engajamento com os colaboradores e 40% conseguem reduzir riscos ESG.

    Isso sem mencionar os 33% que impactam positivamente questões ambientais e sociais e os 27% que fortalecem a reputação no mercado.

    De acordo com a MSCI, o processo de integração do ESG nas decisões de investimento segue esse ciclo:

    Investimentos em ESG - processo de integração do nas decisões

    Investir em ESG é, na verdade, investir na própria essência da empresa, tornando-a mais forte, criativa e conectada com o mundo à sua volta.

    ESG e Impacto Ambiental: Práticas para um Planeta Mais Verde

    Quando falamos sobre ESG e impacto ambiental, estamos basicamente discutindo o futuro do planeta.

    As empresas estão pegando firme na gestão de recursos e na redução da pegada de carbono.

    Mas como isso acontece na prática?

    Primeiro, temos a gestão de recursos: usar menos para fazer mais.

    Não à toa, organizações já estão adotando tecnologias mais eficientes, de monitoramento de chão de fábrica, bem como de reciclagem e reutilização para maximizar cada gota de recurso.

    Um plus bem-vindo é a adoção de conceitos de economia circular.

    E quanto à pegada de carbono? O corte acontece por meio do uso de energias renováveis e processos mais limpos.

    O bacana é que essas práticas não só ajudam o planeta, mas também trazem benefícios tangíveis para as empresas.

    Não se engane: falamos sim de questões que impactam a parte ambiental, mas que também influenciam muito na economia dos custos operacionais e melhorias na eficiência. Tudo isso reflete positivamente na reputação do negócio.

    Aspecto Social do ESG: Diversidade, Inclusão e Bem-Estar

    No coração do pilar social, estão a diversidade, a inclusão e o bem-estar dos colaboradores.

    E não é só conversa fiada, as organização estão realmente agindo.

    Pense nisso: um ambiente de trabalho onde todo mundo se sente valorizado e respeitado… Não é somente algo bacana, mas um movimento inteligente.

    Empresas líderes estão adotando políticas para promover a diversidade e inclusão, indo além das cotas.

    Elas estão criando culturas onde as diferenças são celebradas e todos têm voz.

    E sobre o bem-estar?

    Programas de saúde mental, equilíbrio entre vida pessoal e profissional, e até espaços de trabalho mais humanizados estão se tornando comuns.

    Qualquer talento, empregado ou não, abre um sorriso ao ler palavras-chave como essas que mencionamos acima.

    Governança Corporativa: Ética e Transparência nos Negócios

    Esse pilar trata sobre ética empresarial e transparência.

    Mas por que isso é tão crucial?

    Uma governança forte significa jogar limpo, ser transparente nas operações e tomar decisões éticas.

    Por cima, parece algo básico, certo? Mas muitos negócios - ou melhor, seus tomadores de decisão - optam pela outra via.

    Uma boa governança não só evita riscos como escândalos e multas, mas também constrói um maior nível de confiança com os stakeholders.

    Responda rapidamente: quando você sabe que uma empresa é dirigida por pessoas que valorizam a ética, você confia mais nela, certo?

    E aqui vai um dado para complementar:

    Em 2020, empresas com alta pontuação ESG tiveram um desempenho melhor que o mercado geral, com retorno total médio de 27,46% contra 22,14%, segundo a MSCI ESG Research.

    Ou seja, a boa governança não é apenas um selo de responsabilidade, mas um motor real de desempenho e confiança no mercado.

    Desafios e Estratégias para Implementar Práticas ESG

    Se você pensou que implementar ESG é complexo, tem certa razão. Há desafios reais que permeiam essa iniciativa.

    O Panorama ESG no Brasil joga luz sobre esse fato:

    Desde lideranças não comprometidas (15%) até a dificuldade de mensurar indicadores ESG (38%).

    Falta de conhecimento interno, ausência de cultura de sustentabilidade e dificuldades financeiras.

    Mas, e aí, como virar esse jogo?

    Primeiro, ainda baseado no estudo, é vital ter uma equipe dedicada à gestão de projetos ESG (34%).

    É algo que mostra comprometimento, motiva o time e direciona esforços.

    Porém, não pense que esse é um investimento para depois. Na verdade, 48% das empresas já incorporam a sustentabilidade em sua estratégia de negócios, enquanto 53% a integram em seus valores.

    A sua ainda não? Então saiba que quase metade dos seus concorrentes já deu um grande passo para criar uma cultura forte de sustentabilidade.

    E se você está meio perdido por onde começar, veja bem: investir em práticas ambientais pode ser um bom ponto de partida.

    A reciclagem e otimização de recursos estão no radar de 46% das empresas, e 38% estão investindo em inovações de produtos e serviços mais sustentáveis.

    São boas opções de um começo para quem quer marcar seu território nos Índices Ambiental, Social e Governança.

    ESG no Brasil: Avanços e Oportunidades

    No Brasil, já estamos no caminho, mas ainda temos um longo percurso pela frente.

    Veja bem: 47% das organizações já estão implementando práticas ESG e 31% planejam aderir à agenda.

    Isso é um bom começo, mas precisamos de mais.

    Veja algumas das iniciativas mais marcantes de empresas brasileiras ou com um pé no país, de acordo com o Anuário Integridade ESG:

    • Ambev: líder nesse tipo de iniciativa, a Ambev está fazendo barulho não só com suas bebidas, mas com suas práticas sustentáveis e inclusivas, especialmente em relação à comunidade LGBTQIA+.
    • Natura: no mundo dos cosméticos, a empresa não foca apenas nos produtos, mas também no aspecto ambiental. Em colaboração com comunidades locais, já conseguiu proteger mais de 2 milhões de hectares de florestas tropicais.
    • Magazine Luiza: no varejo, a empresa é exemplo. Uma de suas principais iniciativas tem relação com a logística reversa (com apoio de mais de 500 coletores por todo Brasil), bem como o pioneirismo em relação à conversão da sua frota de veículos, investindo em caminhões elétricos.
    • Gerdau: a gigante do segmento de aços, se comprometeu com o objetivo de neutralidade de carbono até 2050. Todo ano, a empresa publica dados auditados sobre seu nível de emissão.

    Conclusão

    E agora? Esse é só o começo da sua jornada ESG no mundo dos negócios.

    Esse é um pilar fundamental para qualquer empresa que olha para o futuro e que busca solidificar sua estratégia. É como montar um quebra-cabeça onde cada peça - ambiental, social e governança - é crucial.

    ESG: como começar?

    Nossas dicas são um ponto de partida interessante.

    O importante é integrar o ESG nas estratégias de negócios e desenvolvimento sustentável da sua empresa - além de visar o bem para o planeta e para as pessoas, é uma decisão inteligente para sua organização.

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    Alex Vedan
    Alex Vedan

    Diretor

    Como Diretor de Marketing da Tractian, Alex Vedan conecta inovação à estratégia, alinhando a empresa às demandas reais da indústria. Com formação em Design Industrial pela UNESP e especialização em tecnologia de fabricação, lidera iniciativas que destacam o impacto das soluções Tractian no mercado.

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